A Cromopuntura da Medicina Esogética - Método Peter Mandel por Elisabeth Monogios
História, Desenvolvimento e Comprovação Científica
Luz e Cores podem Curar
Muitos dos sistemas de antigas culturas tinham por base o fato de que luz e cores curam. Os gregos, os romanos, os hindus, os astecas e os chineses - todos eles consideravam o sol como fonte de luz e como uma divindade que podia curar. Desde tempos imemoráveis os raios de sol têm sido usados para doenças físicas e mentais. Uma conclusão lógica dos antigos era o fato que a cor, como parte da luz, tinha que ter os mesmos efeitos terapêuticos específicos. Os egípcios, por exemplo, erigiram templos de luz com aposentos de cores diferentes para curar determinadas patologias.
Cor é a fonte primária de vida e saúde. Cor é uma "língua" que as nossas células, que se comunicam entre si, entendem. O poeta e pesquisador Johann Wolfgang von Goethe tinha a mesma opinião. Ele considerava a sua teoria sobre a qualidade e as propriedades das cores, "filhas da luz", a sua obra mais importante. Ele afirmou, o que hoje é aceito cientificamente, que existem somente três cores básicas - vermelho, amarelo e azul - das quais todas as outras cores se originam.
Outro que tomou como base o postulado de Goethe para sua própria filosofia e terapias era Rudolf Steiner. Também Dinshah Ghadiali atribuiu grande importância às cores. Dinshah afirma que todas as doenças têm origem na falta ou o excesso de cores no nosso corpo. O balanceamento desta discrepância promove a cura. Em tempos mais recentes devem ser mencionados Finsen (prémio Nobel em 1903 pelo seu trabalho sobre terapia com luz e cores) e Rollier. Os dois formaram a base do que é hoje a terapia com luz e cores, o que até 20 anos atrás era geralmente limitado às aplicações de luzes infravermelhas e ultravioletas.
O Efeito Energético das Cores
As últimas pesquisas em biofísica confirmaram o fato que o indivíduo humano não possui somente um corpo material, mas que ele possui também um corpo energético. Isto foi provado há alguns anos pelo físico e pesquisador de biofótons F. A. Popp da Alemanha. Ele provou que este corpo energético consiste de fato de luz visível. As mais recentes descobertas levam a conclusão que o metabolismo celular por inteiro e a comunicação entre células e grupos de células seria simplesmente impensável sem luz. Popp provou que as células de todas as criaturas vivas emitem biofótons, i.é-, vibrações eletromagnéticas. Esta radiação representa um campo de força em volta do organismo e exerce grande influência em todo nosso processo bioenergético.
Independentemente das experiências realizadas por Peter Mandel com a cromopuntura, o Prof. Popp já havia feito pesquisas por muitos anos sobre as propriedades dos biofótons. A sua obra não somente oferece uma visão fascinante do mundo da cromopuntura, mas ela prova efetivamente o seu valor terapêutico.
O campo de biofótons é superior à matéria. De acordo com Popp, todas as influências que afetam o organismo humano, tanto do lado positivo como negativo, estão em relação com este corpo energético. Isto também se aplica para medicamentos e às várias substancias nos alimentos ou no ambiente, onde, mesmo em ínfimas quantidades, elas nos afetam. A razão para isto é que as freqüências das vibrações eletromagnéticas, mesmo na menor das partículas, se tomam efetivos no nosso corpo como informações.
Em física, uma vibração harmoniosa é o movimento regular de trás para frente num ritmo certo. O número de vibrações numa escala definida é chamado de freqüência. Há freqüências específicas, i.é., energias, que afetam o nosso corpo físico. Estas energias já foram mencionadas na medicina tradicional chinesa há milhares de anos. Para eles o homem é a conexão entre o céu e a terra. Os filósofos chineses atribuem o equilíbrio do corpo humano a uma força universal, a energia da vida chamada "Chi". O Chi é dividido em Yin e Yang, sendo que os dois existem no corpo humano como antagonistas que se complementam. Esta bipolaridade de Yin e Yang pode ser comparada aos pólos negativos e positivos da eletricidade. O positivo Yang é associado ao dia, ao calor, à luz e ao masculino, tendo como suas cores quentes - o vermelho, o laranja e o amarelo. A noite, o frio e o feminino, com suas cores frias azul, verde e violeta, é a parte negativa, Yin.
Em terapias naturais sabe se há bastante tempo que os impulsos mais sutis provocam os maiores impactos. Em homeopatia as chamadas "potências altas" têm um efeito mais profundo e mais prolongado. Por isso, a terapia com luz e cores é de suma importância para tratamentos holísticos. Cores, como vibração pura, representam nada mais de que as várias freqüências da luz visível. Estas vibrações provocam direta e indiretamente as mais diferentes reações no corpo, sendo que seu efeito é indiscutível.
Para poder estimular a auto-regulação (p.ex: o nosso sistema imunológico), o terapeuta deve introduzir no corpo uma certa informação equilibradora. Em cromoterapia isto acontece via pele (absorção celular), a qual, de acordo com as mais recentes pesquisas, absorve impulsos luminosos e/ou coloridos, análogo à retina dos olhos que transmite impulsos coloridos ao cérebro (absorção psíquica). A pele não somente protege e cobre o corpo, mas ela é também o receptor e conversor de todas as vibrações que nos cercam. Isto se aplica particularmente a um número de pontos e áreas na superfície da pele, que têm uma maior "receptividade". De acordo com as pesquisas de Peter Mandel, os pontos de acupuntura fazem parte destas áreas.
As Cores na Medicina Esogética
Luz e cores serão um fator importante na medicina do futuro. Mais e mais pessoas começam se perguntar sobre o porque deles estarem doentes e começam a procurar a raiz, a origem de seu problema. Estas pessoas compreenderam que podem se curar quando eles começam a entender que eles são um "todo", corpo, mente e espírito. Para que um tratamento tenha êxito, é necessário que o nosso enfoque esteja na pessoa e não na doença.
Cores são partículas individuais do espectro luminoso visível, sendo que as freqüências de cada cor são medidas em Nanômetros. Cada freqüência vibracional contem uma informação. Esta informação provoca um efeito específico no corpo, devido ao fato que a vibração da própria célula começa a entrar em ressonância com a vibração da cor que está sendo aplicada. Esta célula individual "aprende" como equilibrar desarmonias com a ajuda destes impulsos harmonizantes e ela volta a oscilar na sua própria freqüência. Como a cromopuntura é pura energia vibracional, ela é particularmente um meio útil para influenciar e equilibrar o nosso corpo energético.
A base importante da cromoterapia é o princípio da ressonância. A influência da absorção das cores pela retina acontece através do talamus opticus. Esta área (tálamo) é ao mesmo tempo também responsável pela informação introduzida via pele. Esta absorção via pele levou Peter Mandel a se valer dos pontos de acupuntura e de segmentos e pontos novos encontrados por ele. De fato, atualmente é possível aplicar e introduzir informações via pele, onde isto não é possível pela acupuntura ou por injeções. A aplicação destes estímulos segue certas regras. Peter Mandel testou durante anos a receptividade de cada ponto de acupuntura ou de segmento da pele, expondo-os a várias cores exatamente definidas, para testar sistematicamente a ressonância entre as cores em determinadas zonas e o seu respectivo órgão ou sistema. O resultado disto foi ter encontrado zonas, segmentos e pontos superiores hierarquicamente, que formam as assim chamadas somatotopias ou campos reflexos. Estes campos reflexos obedecem a uma certa ordem, ou seja, do mais denso ao mais sutil, principalmente nos setores emocionais/mentais. A combinação de pontos e zonas com a escolha específica das cores têm um efeito regulador na exata área que causou o problema. Resumindo: as nossas células que emitem luz, são passíveis de também receber luz reguladora. Células luminosas em desarmonia com o todo, causa de nossas doenças, podem se auto-regular pela ressonância através da aplicação de luz ou cores na pele. Por intermédio da aplicação de luz colorida em certos pontos de acupuntura ou zonas no corpo, podemos influenciar diretamente problemas físicos e psicológicos, causa das nossas doenças.
O Efeito das Cores
Mesmo que o olho do homem pode distinguir cerca de 169 nuances de cores diferentes, existem, todavia, somente 3 cores básicas - vermelho, amarelo e azul -das quais todas as outras cores de originam. Cada uma destas três cores têm sua cor secundária, como também sua cor complementar. As cores secundárias são a mistura de: vermelho com amarelo = laranja, amarelo com azul = verde, azul com vermelho = violeta. As cores complementares são: vermelho - verde, amarelo - violeta, azul - laranja. Elas também são divididas em cores frias e quentes, ou seja, vermelho, laranja e amarelo são cores quentes, ou Yang e azul claro, azul anil e violeta são cores frias. A cor verde tanto é fria como quente, é neutra, mas é a cor mais importante na cura. Se nós relacionarmos estas cores básicas e mais o verde com o quatro temperamentos, temos: o temperamento colérico que corresponde à cor vermelha; o temperamento sanguíneo vibra na cor amarela, o melancólico na cor azul e o fleumático vibra na cor verde.
Além das cores básicas do espectro cromático, a cromopuntura utiliza também frequências infravermelhas e ultravioletas, e as assim chamadas cores espirituais (turquesa claro, verde limão, púrpura e rosa). Como seu nome sugere, elas são usadas particularmente para atingir as causas subconscientes das doenças. Como a nossa mente e o nosso corpo formam um todo, podemos afirmar que 90% das queixas físicas têm a sua origem na mente, i.é., psicossomático. É a mente que comando o nosso corpo e é de suma importância encontrarmos a causa primária (mental/emocional/espiritual) de uma doença. Isto requer muito tempo e paciência, já que o indivíduo doente normalmente não é capaz de submergir ao seu subconsciente para trazer a tona a causa ao consciente, onde poderá ser tratado. Os tratamentos psicoterápicos têm, provavelmente, a desvantagem de o terapeuta ser uma pessoa humana, incapaz às vezes de ser objetivo quando se trata de detectar problemas através da verbalização. Luz e cores, em comparação, são informação pura, genuína que penetra tudo. O uso correto da cromopuntura pode, não importa quão profundo o problema está no subconsciente, trabalhá-lo e até neutralizá-lo sem que seja verbalizado.
Em resumo: Doença não é nada mais que a perda de habilidade das células de vibrar na sua própria frequência. É óbvio, então, que a luz, mantenedora da vida, seja usada como fonte primária, para restabelecer a harmonia das células uma vez que elas se comunicam através de luz, emitem luz e são passíveis de receber infomações através de luz. Isto não significa a eliminação rápida de sintomas, mas temos que encontrar a causa da doença através de um diagnóstico preciso e a aplicação correta de cores. A cromopuntura pode tanto ser aplicada como terapia principal, como também como terapia complementar, sendo que ela é um meio ideal para a profilaxia, a prevenção de doenças.
Texto de Elisabeth Eva Monogios
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terça-feira, fevereiro 09, 2010
sábado, maio 31, 2008
Yin e Yang

No estudo da Medicina Tradicional Chinesa vamos encontrar um mapeamento do corpo humano onde os Canais de Energia, qual vias e rios tortuosos (Meridianos) atravessam a topografia fisiológica num circuito intrincado, irrigando nosso solo de energia, interligando e tormando coesos nossos diversos Sistemas, promovendo assim a manutenção da Vida.
Os Pontos ou Acupontos são a ponte entre a existência do nosso universo material interior e o meio ou existência exterior. São como pequenos chakras (do indi) distribuidos por todo nosso corpo: são Pontos sensiveis que respondem aos estimulos externos; Pontos eletropermeáveis ( que podem ser tratados por Eletroacupuntura, Magnetoterapia) que intercambiam energia e respodem também a estímulos mecânicos como a pressão (Do-In, Shiatsu ou Acupressão),reagem também a inserção de agulhas(Acupuntura) e reacionam a introdução da luz (Colorpuntura, Cromopuntura).
Os Acupontos tem especificidade: desde aqueles Pontos que atuam localmente e ajudam a atenuar dores e edemas, por exemplo, bem como aqueles Pontos com eficiência bem precisa e ampla, que tratam os órgãos e suas afecções por ressonância e irradiação.
São mais de 2000 pontos conhecidos e para conhecer a ação de cada um deles bem como suas ações associadas deve-se recorrer a leituras específicas sobre Medicina
Tradicional Chinesa (vide bibliogarfias).

Há no corpo humano os chamados Pontos Clássicos da Medicina Chinesa conhecidos e utilizados a pelo menos 5000 anos, e os Pontos Novos atribuidos a estudos mais recentes, tais como os mapeamentos da eletroacupuntura de Voll, os mapeamentos das zonas reflexas ou zonas correspondentes - nas mãos , nos pés, no rosto, no crânio, no pavilhão auricular(ou microssistemas que pequenas áreas para representar o todo).
Podemos adotar as normas técnicas de aplicação que são seguramente eficazes porque já foram testadas inumeras vezes ao longo das incontáveis gerações de estudiosos, e com a observação e comprovação de seus efeitos e eficácia elaboraram o que chamamos Protocolos.
Você pode facilmente traduzir um protocolo de acupuntura para a linguagem do código das luzes, conhecendo as propriedades de cada um deles e qual o objetivo que vc deseja atingir.
O povo chinês é admirável na sua disciplina, observação e capacidade de associação prática. Os tradicionais protocolos de acupuntura tem como fundamento o conhecimento de cad parte, bem como das associações de pontos e sua função conjugada, por isso devemos tomar cautela ao escolher um protocolo.
O homem é influenciado pela energia telúrica- energia da Terra(Yin) e a energia do Sol, ou energia que vem do Céu (Yang), sendo ele o Ponto de união e troca entre estas duas energias que são dinâmicas e em eterno movimento e busca de equilibrio.
A figura do Tai Chi representa e descreve bem a dança destas duas energias que se manifestam em todas as coisas, e demonstra que em cada energia está a semente do seu oposto.
A grosso modo podemos compreender que nosso corpo está constantemente buscando este equilibrio dinãmico.
Podemos afirmar que nosso corpo apresenta sinais de adoecimento quando este equilibrio é perdido. Dessa forma todo sintoma tem origem num desequilibrio destas duas forças yin e yang. O que se manifesta externamente é um efeito do desequilibrio e não a causa. (leia sobre a Origem das doenças em textos teóricos).
Para fins de tratamento dos diversos desequilibrios energéticos, os chineses classificaram pelos principios Yin e Yang tanto os diversos Meridianos os Pontos e também as sindromes que podemos encontrar.
sexta-feira, abril 18, 2008
O CORPO DE LUZ
"CORPO DE LUZ - Veículo de expressão do ser em níveis supramentais. Tem o nível espiritual como base de sua polarização. Nessa acepção, não se trata do corpo etérico humano, rede de energias que mantém o corpo físico integrado e cuja vibração pertence aos níveis materiais densos. O corpo de luz está para a mônada assim como o corpo mental está para a alma. Vai sendo formado à proporção que o relacionamento entre mônada, alma e eu consciente se fortalece. É por excelência, instrumento da energia crística. A construção dessa veste interior tem início quando a consciência se ergue além da mente racional e, uma vez começada, propicia alinhamento entre os diversos núcleos do ser. A princípio esse alinhamento apresenta distorções, mas à medida que a consciência externa amplia sua receptividade às irradiações espirituais, ele se verticaliza, se expande, e o ser torna-se canal de correntes cósmicas. São estas que, ao tocar a mônada, desencadeiam o processo de criação dos fios luzentes que servirão de matéria-prima para o corpo de luz. Quando a alma e a personalidade se tornam receptivas a essas correntes, eleva-se delas uma onda de gratidão e oferta que, unida aos fios gerados pela mônada, o fazem surgir. O corpo de luz amadurece após o despertar da mônada. (...)"
Extraído do Glossário Esotérico, Trigueirinho, Editora Pensamento.
Extraído do Glossário Esotérico, Trigueirinho, Editora Pensamento.
domingo, março 23, 2008
A Prece e a Vida
"A prece e a vida não podem ser aprendidas. Você precisa passar pela vida com os olhos abertos, com um coração compreensivo, para chegar a orar. Então, a prece será sua. Ela brotará de seu coração, verterá de seu coração. As palavras não significam muito – é o coração que está por trás delas.
Mas pode-se aprender muito através da mente; pode-se esquecer completamente o coração – porque o coração cresce através da experiência, e a mente cresce através... do pensamento. E o pensamento é simplesmente morto. Não existe nenhum crescimento através do pensamento. Você pode ficar dando voltas na mente. A mente é apenas um computador, um computador biológico que coleta informações. O mesmo pode ser feito por um computador, ainda melhor do que sua mente. Mas o coração não é um computador. O coração é totalmente diferente da mente: ele não coleta, não tem memória – simplesmente vive cada momento; responde ao momento vivo de uma maneira viva."
Osho
Mas pode-se aprender muito através da mente; pode-se esquecer completamente o coração – porque o coração cresce através da experiência, e a mente cresce através... do pensamento. E o pensamento é simplesmente morto. Não existe nenhum crescimento através do pensamento. Você pode ficar dando voltas na mente. A mente é apenas um computador, um computador biológico que coleta informações. O mesmo pode ser feito por um computador, ainda melhor do que sua mente. Mas o coração não é um computador. O coração é totalmente diferente da mente: ele não coleta, não tem memória – simplesmente vive cada momento; responde ao momento vivo de uma maneira viva."
Osho
sexta-feira, março 21, 2008
Atitude do Terapeuta
Artigo retirado do Livros dos Essênios
extraído do site: www.humaniversidade.com.br/
Disponha de algum tempo para ler este texto na íntegra pois ele é um pouco extenso, mas pode ser bastante instrutivo a qualquer um de nós que se dedica a curar outros. Ele não está assinado mas creio que os comentários pessoais sejam de Otávio Leal. Desfrutem, por que é muito enriquecedor!
( os grifos são nossos)
"Aquele que se ocupa em tratar dos corpos vê sempre
Abrirem-se as portas das almas."
- Chemins De Ce Temps-Là
Atitude Interior
Se dedico agora todo um capítulo à atitude do terapeuta, seja ela interior ou exterior, é porque essa atitude vai ter um papel de grande importância na execução do tratamento. É fácil entender que tratamentos voltados para os corpos sutis exigem de quem os dispensa o alinhamento de seus atos, pensamentos e palavras, a fim de que, como sucede com um vaso de cristal, as energias que o atravessam não sejam limitadas e até mesmo obstruídas por imperfeições que só fariam retardar a passagem da luz.
A qualidade do tratamento dispensado vai depender da nossa qualidade enquanto seres no momento da nossa ação, pois ninguém pode atuar como terapeuta se não tentou trabalhar a si mesmo e purificar-se das próprias imperfeições.
Isso não significa, de modo algum, que é preciso ser perfeito para poder dispensar esse tipo de tratamento. Seria muita pretensão de minha parte julgar ter resolvido todos os meus "problemas", mas é certo que, de vida em vida, um dos meus objetivos foi sempre o de conseguir que meus diferentes corpos estivessem suficientemente sintonizados entre si para servirem de canal às energias de luz que sempre presidem qualquer tratamento.
Embora antes da época dos essênios eu já tivesse conhecimento dos tratamentos, refiro-me aos de dois mil anos atrás porque os ensinamentos dessa época são de grande precisão e Jesus, um dos meus maiores professores.
Jesus fazia uma grande diferença entre os mágicos e os enamorados do Amor. Os "milagres" realizados por estes e por aqueles pareciam idênticos, mas nos planos sutis a diferença era grande, pois a compreensão da Vida estabelecia-lhes a qualidade. Ele nos dizia, com relação à materialização de objetos, basicamente o seguinte:
"Existem duas maneiras de realizar os fatos a que nos referimos... Para a maioria dos seres, a diferença é nula, pois seus olhos de carne não captam senão os efeitos... Os mágicos projetam os raios de sua alma até o objeto de sua avidez, fazem-no sofrer uma transformação e trazem-no para o lugar onde se encontram... Eu porém vos digo: aquele que cria o faz por amor, aquele que se apropria do já criado opera pelo desejo.
"O desejo vos destruirá se não estiverdes atentos. Ele vos força a tomar sem dar nada em troca. As leis do Sem Nome são inversas às que vós estabelecestes sobre a Terra, meus Irmãos; aquele que colhe sem nada distribuir não pode senão empobrecer-se inexoravelmente... Assim, eu não vos proponho o poder, mas a compreensão. Compreender é amar. "
Se faço menção a essas palavras no capítulo das atitudes é para que se entenda melhor o que pode ser o "desejo" do terapeuta e para que não sejamos mágicos-terapeutas, mas orientadores amorosos.
O Desejo
Freqüentemente, e de forma sutil, infiltra-se em nós o desejo de aplicar um tratamento, e está aí muitas vezes a pedra de tropeço em nosso caminho. Todos nós desejamos que a pessoa que nos procura se cure e, mais ainda, que "nós" possamos curá-la, proporcionar-lhe o alívio que ela veio buscar junto de "nós". Isso parece de uma lógica absolutamente inevitável. Entretanto...
Um ser que sofre não sofre por acaso. Através da provação por que passa, ele aprende e cresce, pois as provações são, freqüentemente, "presentes" que damos a nós mesmos, para irmos mais longe em nós e para além de nós. O sofrimento não é uma fatalidade, e certos mundos não o conhecem mais. Um acidente ou uma doença são sinais para nos fazer entender que uma parte de nós está em desacordo com a outra. São encontros impostos pela nossa vida supraconsciente que se tornarão trampolins assim que os tenhamos compreendido e resolvido. Pode acontecer, é claro, que um grande sofrimento nos faça fechar-nos como um tatu-bola sobre nós mesmos e torne mais lento o nosso caminhar. Conheço perfeitamente isso, por experiência própria, mas sei também que há sempre uma "luz no fim do túnel", mesmo que este pareça terrivelmente escuro no momento em que o atravessamos. Não quero dizer com isso que o terapeuta não possa fazer nada. Pelo contrário. O terapeuta pode nos levar a considerar o nó do "problema" que nos coube de uma perspectiva mais elevada; pode igualmente trazer os tijolos e o cimento que vão nos permitir reconstruir-nos; mas ele não poderá jamais construir no nosso lugar, percorrer o nosso caminho, porque isso somente nós podemos fazer.
Para o terapeuta, o desejo de curar freqüentemente está ligado ao fato de querer ser indispensável. Saber que sem nós uma pessoa não pode sair da situação em que se encontra, ou antes que nós podemos tirá-la dessa situação, é uma questão de orgulho. Queremos ser, nesta terra, indispensáveis, úteis, ou seja, valorizados, e se achamos que não temos capacidade para tal, preferimos tornar-nos marginais, no sentido relativo do termo, que para mim significa, neste caso, ser contra a sociedade, porque não encontramos nela o nosso lugar. Eu, particularmente, defendo uma outra forma de marginalidade, principalmente interior, e que nos deixa a possibilidade de dizer "sim" ou "não" por genuína escolha.
Pelo "desejo" nós existimos, mas não "somos". Sejamos nós mesmos no mais profundo do nosso ser, e estejamos bem certos de que ninguém cura ninguém. Essa afirmação pode parecer a você ousada ou fora de lugar, mas vidas e vidas passadas tratando das pessoas permitiram-me compreender isso tudo profundamente. Podemos aliviar, ajudar, trazer elementos que contribuem para a cura, mas a Cura propriamente dita, a Vida e a Morte não dependem de nós.
Certos doentes não querem se curar; desejam-no, é claro, superficialmente, mas a doença apresenta-se a eles como uma proteção e, embora ilusória, parece dar sentido à existência. Outros não vêem como sair do "impasse", que nunca existe de fato, e no mais profundo de si mesmos, muitas vezes inconscientemente, preferem morrer. São muito numerosos também os que partem curados para outros mundos, pois o nó que existia neles dissolveu-se afinal. Não temos dados suficientes para saber o que é bom ou justo neste ou naquele caso e, se desejarmos dar o melhor de nós mesmos a quem pede a nossa ajuda, isso nos levará a uma grande humildade.
A luz que passa através de nós no momento dos tratamentos, a qualidade do amor que vamos poder dar, esse é o nosso "trabalho".
O "desejo" toma muitas vezes a aparência de amor, da mesma forma que se confunde freqüentemente a emoção, que parte do terceiro chakra, com o amor, que parte do quarto; confunde-se também afeição com amor. Evidentemente, pode haver diferentes formas de amor e algumas podem ser coloridas por outros sentimentos, mas o Amor com A maiúsculo não tem família nem fronteiras, nem obrigações nem coloração. Ele É, e freqüentemente quem o pratica nem mesmo sabe que o pratica porque está mergulhado nele; ele é Amor. Isso é exigido de nós como algo fundamental.
O Julgamento
O Amor total não pode admitir julgamento. Neste ponto, também a fronteira é sutil entre julgamento e opinião. Emitir uma opinião, dar um parecer sobre alguma coisa ou sobre alguém é uma atitude neutra e está mais próximo de uma constatação. Emitir um julgamento é implicar-se pessoalmente na opinião, tomar partido segundo a nossa experiência, sem nos colocarmos na pele do outro. A neutralidade é uma qualidade indispensável, mas neutralidade não significará jamais indiferença ou frieza. Nós trabalhamos o amorterapeuta e devemos fazer florescer a confiança e a paz nos seres sofredores que nos procuram.
Numa aldeia dos índios hurons, li esta frase que ficou gravada em minha mente:
"Grande Manitu, não me deixes criticar o meu vizinho por tempo muito prolongado, da mesma forma que eu não usaria seus mocassins durante uma lua inteira. "
Isso nos leva a uma outra qualidade que devemos desenvolver como terapeutas.
A Compaixão
É a chave indispensável que abrirá todas as portas, mas é também a chave que temos de procurar, pois a perdemos há muito tempo!
Por ocasião da minha aprendizagem, na época essênia, os Irmãos ensinaram-me como respirar no ritmo do ser que sofre. Eu sabia que poderia, dessa forma, pouco a pouco, identificar-me com ele e, sem adquirir o seu mal, vivê-lo interiormente. Essa etapa é indispensável, pois vai permitir captar a fonte do mal, depois desviá-la para o nosso corpo de luz antes de transmutá-la com toda a força do nosso coração e da nossa vontade.
Ter compaixão não significa naufragar com o outro, mas amá-lo suficientemente para saber o que ele sente. E compreender o que ele é sem julgá-lo; é sentir o que ele sente sem a emoção que o invade. Cada um de nós pode encontrar múltiplas definições para a palavra "compaixão". Na verdade pouco importa sua definição, desde que se saiba durante alguns minutos ser Ele, esse outro eu que sofre e nos chama.
"Aquece o teu coração, faz brilhar as tuas mãos e não haverá nem dor que possa desenvolver a sua espiral, nem mal que continue a tecer a sua teia...", ensinavam ao pequeno Simon os irmãos do Krmel.
A Transmutação
"Não se destrói o mal... "
Diante da doença existe uma lei universal que aprendi na época de Jesus e que ponho sempre em prática: não se destrói o mal. É nossa alma que permite a sua existência por causa das suas próprias fraquezas; devemos, então, não aniquilá-lo ou afastá-lo, mas substituí-lo pela luz que, ao tomar o seu lugar, transmutará a sombra.
Essa noção deve estar sempre presente quando praticamos, pois, ao utilizar o tipo de método ensinado aqui, nosso estado de espírito assemelha-se àquele do alquimista que vai transformar o chumbo em ouro. Nosso intuito não é destruir, arrancar, retirar o que quer que seja; operamos no amor e por amor, e é a luz que o compõe que deverá, pouco a pouco, substituir as zonas de sombra que deixamos instalarem-se em nós. Pode acontecer de certos terapeutas, e mesmo certos doentes, odiarem o mal que carregam ou que pensam que devem combater. Trata-se de um erro grosseiro, mesmo que compreensível, humanamente falando. Também neste caso é preciso impregnar-se das leis cósmicas que, invariavelmente, continuam sua trajetória para além de nossa compreensão. Quanto mais enviarmos pensamentos de ódio, de cólera, de rancor a quem nos machuca, tanto mais reforçamos a ação dessa pessoa e enfraquecemos a nossa.
Lembrando o itinerário de viagem das formas-pensamento, fica mais fácil compreender como um pensamento de ódio vai atrair para nós outros pensamentos do mesmo tipo e nos embrutecer consideravelmente, obscurecendo por um momento a luz com que poderíamos nos reconstruir interiormente. Além disso, essa forma-pensamento vai alimentar e entreter o mal contra o qual lutamos muitas vezes sem muita habilidade.
Lembro-me da época da guerra do Golfo. Os pensamentos de ódio disparavam na direção de Saddam Hussein e, nessa ocasião, as pessoas com quem costumamos trabalhar nos diziam: "Se vocês envolverem esse ser em ódio, esses pensamentos reforçarão a ação dele no sentido da maldade. Se vocês lhe enviarem pensamentos de paz, a ação dele será por eles enfraquecida, pois não encontrará mais o alimento que a compõe... "
Cabe a nós, portanto, saber o que queremos; e se nem sempre podemos, num primeiro: momento, agradecer à doença pelo caminho que nos obriga a percorrer, evitemos ao menos alimentá-la.
Atitude Exterior
"Boa vontade não basta... "
Considero difícil estabelecer uma separação entre atitude interior e atitude exterior. As duas estão estritamente ligadas e se sustentam, mas é necessário abordar o lado mais técnico, ao menos para quem está começando. A técnica não é, na verdade, senão um suporte para alguma coisa que está além de nós e que aos poucos há de instalar-se em nós. Entretanto, vi muito freqüentemente pessoas animadas de enorme boa vontade fazerem qualquer coisa a pretexto de ouvir o coração. Somos feitos de diversos elementos e não devemos negligenciar um deles em proveito de outro. O estado psicológico está a nosso serviço, nossa vontade também está e nós devemos utilizá-los como tais.
"De boas intenções o inferno está cheio" - é um ditado popular de muito bom senso. Aqui também reforço o meu alerta: para tornar-se um bom terapeuta, boa vontade não basta! Mesmo que todo o Amor do mundo esteja latente em você, é preciso ainda fazê-lo florescer e aceitar humildemente a aprendizagem necessária e os conhecimentos dos mundos sutis que impossibilitam virmos a transgredir certas leis sem sofrer ou provocar conseqüências.
Atualmente, os habitantes da Terra, em sua grande maioria, funcionam no nível do terceiro chakra. Isso significa que muitas vezes o nosso modo de amor é humano demais e perpassado de emotividade. Esse amor, por mais válido que seja, não nos vai proporcionar o necessário distanciamento, a ponto de nos isentar de aprender. Da mesma forma que um excelente pianista pode improvisar com sucesso, se quiser, porque antes estudou suas escalas, assim também cada terapeuta poderá ir além das técnicas para proclamar o que sente profundamente, desde que tenha algo a ultrapassar, isto é, desde que tenha, ele também, "estudado suas escalas".
É sempre muito curioso ouvir pessoas que pensam que podem fazer qualquer coisa a pretexto de alcançar planos mais sutis do que aqueles nos quais costumamos "trabalhar". Buscar o "sutil" não significa caminhar ao acaso, ou agir conforme o humor ou a disposição do momento. Temos em nós todas as capacidades e podemos despertá-las, mas o "abandonar-se" é algo que se aprende, a "neutralidade" também, assim como a "compaixão".
Certamente não aprendemos a desenvolver isso tudo da mesma forma que aprendemos matemática ou história. As lições são sempre muito práticas e a vida se encarrega de colocá-las no nosso caminho até que tenhamos compreendido o que tínhamos para aprender... Mas trata-se sempre de um aprendizado e não podemos deixar de considerá-lo; da mesma forma que, para aprender a ler e a escrever, precisaremos de um pouco de tempo e de perseverança, mesmo fazendo dessa atividade algo agradável, o que é o ideal.
Depois desse alerta, passo a lhe propor alguns "pontos de referência" no tocante à posição a assumir por ocasião dos tratamentos.
1. Particularmente, prefiro, hoje em dia, realizar o tratamento usando um colchonete colocado diretamente sobre o chão; mas algumas pessoas, terapeutas ou pacientes, podem ter dificuldade para se movimentar nessa posição. Nesse caso, uma mesa de tratamento dará conta plenamente da tarefa.
2. O paciente deverá estar em trajes íntimos, ou pelo menos vestindo roupas de algodão para evitar interferências, e não deve cruzar pernas ou braços a fim de não cortar os circuitos de energia. Deve também, pelas mesmas razões, tirar relógio e jóias. Não há nisso nada de excepcional ou esotérico; é fácil compreender que o cruzamento das pernas pode dificultar a circulação do sangue, acontecendo o mesmo com relação às energias nos planos mais sutis.
3. Quem administra o tratamento deve estar de pé junto do paciente, se este estiver deitado em um leito ' ou mesa de tratamento, e sentado na posição de lótus ou de joelhos, se o paciente estiver deitado sobre um colchonete apoiado diretamente no chão. A coluna vertebral do terapeuta deverá estar o mais reta possível para que as energias com que trabalha circulem mais facilmente.
4. Depois de ter-se deixado envolver pela calma e pela neutralidade, o terapeuta, pode e deve dirigir-se ao paciente para que este se sinta confiante e invadido por uma benfazeja serenidade. A beleza e a simplicidade do lugar poderão sem dúvida contribuir para que se instale esse oportuno bem-estar. A partir desse instante preciso, tem início a verdadeira preparação para os tratamentos, de que falarei detalhadamente a seguir.
Artigo retirado do Livros dos Essênios
extraído do site: www.humaniversidade.com.br/
extraído do site: www.humaniversidade.com.br/
Disponha de algum tempo para ler este texto na íntegra pois ele é um pouco extenso, mas pode ser bastante instrutivo a qualquer um de nós que se dedica a curar outros. Ele não está assinado mas creio que os comentários pessoais sejam de Otávio Leal. Desfrutem, por que é muito enriquecedor!
( os grifos são nossos)
"Aquele que se ocupa em tratar dos corpos vê sempre
Abrirem-se as portas das almas."
- Chemins De Ce Temps-Là
Atitude Interior
Se dedico agora todo um capítulo à atitude do terapeuta, seja ela interior ou exterior, é porque essa atitude vai ter um papel de grande importância na execução do tratamento. É fácil entender que tratamentos voltados para os corpos sutis exigem de quem os dispensa o alinhamento de seus atos, pensamentos e palavras, a fim de que, como sucede com um vaso de cristal, as energias que o atravessam não sejam limitadas e até mesmo obstruídas por imperfeições que só fariam retardar a passagem da luz.
A qualidade do tratamento dispensado vai depender da nossa qualidade enquanto seres no momento da nossa ação, pois ninguém pode atuar como terapeuta se não tentou trabalhar a si mesmo e purificar-se das próprias imperfeições.
Isso não significa, de modo algum, que é preciso ser perfeito para poder dispensar esse tipo de tratamento. Seria muita pretensão de minha parte julgar ter resolvido todos os meus "problemas", mas é certo que, de vida em vida, um dos meus objetivos foi sempre o de conseguir que meus diferentes corpos estivessem suficientemente sintonizados entre si para servirem de canal às energias de luz que sempre presidem qualquer tratamento.
Embora antes da época dos essênios eu já tivesse conhecimento dos tratamentos, refiro-me aos de dois mil anos atrás porque os ensinamentos dessa época são de grande precisão e Jesus, um dos meus maiores professores.
Jesus fazia uma grande diferença entre os mágicos e os enamorados do Amor. Os "milagres" realizados por estes e por aqueles pareciam idênticos, mas nos planos sutis a diferença era grande, pois a compreensão da Vida estabelecia-lhes a qualidade. Ele nos dizia, com relação à materialização de objetos, basicamente o seguinte:
"Existem duas maneiras de realizar os fatos a que nos referimos... Para a maioria dos seres, a diferença é nula, pois seus olhos de carne não captam senão os efeitos... Os mágicos projetam os raios de sua alma até o objeto de sua avidez, fazem-no sofrer uma transformação e trazem-no para o lugar onde se encontram... Eu porém vos digo: aquele que cria o faz por amor, aquele que se apropria do já criado opera pelo desejo.
"O desejo vos destruirá se não estiverdes atentos. Ele vos força a tomar sem dar nada em troca. As leis do Sem Nome são inversas às que vós estabelecestes sobre a Terra, meus Irmãos; aquele que colhe sem nada distribuir não pode senão empobrecer-se inexoravelmente... Assim, eu não vos proponho o poder, mas a compreensão. Compreender é amar. "
Se faço menção a essas palavras no capítulo das atitudes é para que se entenda melhor o que pode ser o "desejo" do terapeuta e para que não sejamos mágicos-terapeutas, mas orientadores amorosos.
O Desejo
Freqüentemente, e de forma sutil, infiltra-se em nós o desejo de aplicar um tratamento, e está aí muitas vezes a pedra de tropeço em nosso caminho. Todos nós desejamos que a pessoa que nos procura se cure e, mais ainda, que "nós" possamos curá-la, proporcionar-lhe o alívio que ela veio buscar junto de "nós". Isso parece de uma lógica absolutamente inevitável. Entretanto...
Um ser que sofre não sofre por acaso. Através da provação por que passa, ele aprende e cresce, pois as provações são, freqüentemente, "presentes" que damos a nós mesmos, para irmos mais longe em nós e para além de nós. O sofrimento não é uma fatalidade, e certos mundos não o conhecem mais. Um acidente ou uma doença são sinais para nos fazer entender que uma parte de nós está em desacordo com a outra. São encontros impostos pela nossa vida supraconsciente que se tornarão trampolins assim que os tenhamos compreendido e resolvido. Pode acontecer, é claro, que um grande sofrimento nos faça fechar-nos como um tatu-bola sobre nós mesmos e torne mais lento o nosso caminhar. Conheço perfeitamente isso, por experiência própria, mas sei também que há sempre uma "luz no fim do túnel", mesmo que este pareça terrivelmente escuro no momento em que o atravessamos. Não quero dizer com isso que o terapeuta não possa fazer nada. Pelo contrário. O terapeuta pode nos levar a considerar o nó do "problema" que nos coube de uma perspectiva mais elevada; pode igualmente trazer os tijolos e o cimento que vão nos permitir reconstruir-nos; mas ele não poderá jamais construir no nosso lugar, percorrer o nosso caminho, porque isso somente nós podemos fazer.
Para o terapeuta, o desejo de curar freqüentemente está ligado ao fato de querer ser indispensável. Saber que sem nós uma pessoa não pode sair da situação em que se encontra, ou antes que nós podemos tirá-la dessa situação, é uma questão de orgulho. Queremos ser, nesta terra, indispensáveis, úteis, ou seja, valorizados, e se achamos que não temos capacidade para tal, preferimos tornar-nos marginais, no sentido relativo do termo, que para mim significa, neste caso, ser contra a sociedade, porque não encontramos nela o nosso lugar. Eu, particularmente, defendo uma outra forma de marginalidade, principalmente interior, e que nos deixa a possibilidade de dizer "sim" ou "não" por genuína escolha.
Pelo "desejo" nós existimos, mas não "somos". Sejamos nós mesmos no mais profundo do nosso ser, e estejamos bem certos de que ninguém cura ninguém. Essa afirmação pode parecer a você ousada ou fora de lugar, mas vidas e vidas passadas tratando das pessoas permitiram-me compreender isso tudo profundamente. Podemos aliviar, ajudar, trazer elementos que contribuem para a cura, mas a Cura propriamente dita, a Vida e a Morte não dependem de nós.
Certos doentes não querem se curar; desejam-no, é claro, superficialmente, mas a doença apresenta-se a eles como uma proteção e, embora ilusória, parece dar sentido à existência. Outros não vêem como sair do "impasse", que nunca existe de fato, e no mais profundo de si mesmos, muitas vezes inconscientemente, preferem morrer. São muito numerosos também os que partem curados para outros mundos, pois o nó que existia neles dissolveu-se afinal. Não temos dados suficientes para saber o que é bom ou justo neste ou naquele caso e, se desejarmos dar o melhor de nós mesmos a quem pede a nossa ajuda, isso nos levará a uma grande humildade.
A luz que passa através de nós no momento dos tratamentos, a qualidade do amor que vamos poder dar, esse é o nosso "trabalho".
O "desejo" toma muitas vezes a aparência de amor, da mesma forma que se confunde freqüentemente a emoção, que parte do terceiro chakra, com o amor, que parte do quarto; confunde-se também afeição com amor. Evidentemente, pode haver diferentes formas de amor e algumas podem ser coloridas por outros sentimentos, mas o Amor com A maiúsculo não tem família nem fronteiras, nem obrigações nem coloração. Ele É, e freqüentemente quem o pratica nem mesmo sabe que o pratica porque está mergulhado nele; ele é Amor. Isso é exigido de nós como algo fundamental.
O Julgamento
O Amor total não pode admitir julgamento. Neste ponto, também a fronteira é sutil entre julgamento e opinião. Emitir uma opinião, dar um parecer sobre alguma coisa ou sobre alguém é uma atitude neutra e está mais próximo de uma constatação. Emitir um julgamento é implicar-se pessoalmente na opinião, tomar partido segundo a nossa experiência, sem nos colocarmos na pele do outro. A neutralidade é uma qualidade indispensável, mas neutralidade não significará jamais indiferença ou frieza. Nós trabalhamos o amorterapeuta e devemos fazer florescer a confiança e a paz nos seres sofredores que nos procuram.
Numa aldeia dos índios hurons, li esta frase que ficou gravada em minha mente:
"Grande Manitu, não me deixes criticar o meu vizinho por tempo muito prolongado, da mesma forma que eu não usaria seus mocassins durante uma lua inteira. "
Isso nos leva a uma outra qualidade que devemos desenvolver como terapeutas.
A Compaixão
É a chave indispensável que abrirá todas as portas, mas é também a chave que temos de procurar, pois a perdemos há muito tempo!
Por ocasião da minha aprendizagem, na época essênia, os Irmãos ensinaram-me como respirar no ritmo do ser que sofre. Eu sabia que poderia, dessa forma, pouco a pouco, identificar-me com ele e, sem adquirir o seu mal, vivê-lo interiormente. Essa etapa é indispensável, pois vai permitir captar a fonte do mal, depois desviá-la para o nosso corpo de luz antes de transmutá-la com toda a força do nosso coração e da nossa vontade.
Ter compaixão não significa naufragar com o outro, mas amá-lo suficientemente para saber o que ele sente. E compreender o que ele é sem julgá-lo; é sentir o que ele sente sem a emoção que o invade. Cada um de nós pode encontrar múltiplas definições para a palavra "compaixão". Na verdade pouco importa sua definição, desde que se saiba durante alguns minutos ser Ele, esse outro eu que sofre e nos chama.
"Aquece o teu coração, faz brilhar as tuas mãos e não haverá nem dor que possa desenvolver a sua espiral, nem mal que continue a tecer a sua teia...", ensinavam ao pequeno Simon os irmãos do Krmel.
A Transmutação
"Não se destrói o mal... "
Diante da doença existe uma lei universal que aprendi na época de Jesus e que ponho sempre em prática: não se destrói o mal. É nossa alma que permite a sua existência por causa das suas próprias fraquezas; devemos, então, não aniquilá-lo ou afastá-lo, mas substituí-lo pela luz que, ao tomar o seu lugar, transmutará a sombra.
Essa noção deve estar sempre presente quando praticamos, pois, ao utilizar o tipo de método ensinado aqui, nosso estado de espírito assemelha-se àquele do alquimista que vai transformar o chumbo em ouro. Nosso intuito não é destruir, arrancar, retirar o que quer que seja; operamos no amor e por amor, e é a luz que o compõe que deverá, pouco a pouco, substituir as zonas de sombra que deixamos instalarem-se em nós. Pode acontecer de certos terapeutas, e mesmo certos doentes, odiarem o mal que carregam ou que pensam que devem combater. Trata-se de um erro grosseiro, mesmo que compreensível, humanamente falando. Também neste caso é preciso impregnar-se das leis cósmicas que, invariavelmente, continuam sua trajetória para além de nossa compreensão. Quanto mais enviarmos pensamentos de ódio, de cólera, de rancor a quem nos machuca, tanto mais reforçamos a ação dessa pessoa e enfraquecemos a nossa.
Lembrando o itinerário de viagem das formas-pensamento, fica mais fácil compreender como um pensamento de ódio vai atrair para nós outros pensamentos do mesmo tipo e nos embrutecer consideravelmente, obscurecendo por um momento a luz com que poderíamos nos reconstruir interiormente. Além disso, essa forma-pensamento vai alimentar e entreter o mal contra o qual lutamos muitas vezes sem muita habilidade.
Lembro-me da época da guerra do Golfo. Os pensamentos de ódio disparavam na direção de Saddam Hussein e, nessa ocasião, as pessoas com quem costumamos trabalhar nos diziam: "Se vocês envolverem esse ser em ódio, esses pensamentos reforçarão a ação dele no sentido da maldade. Se vocês lhe enviarem pensamentos de paz, a ação dele será por eles enfraquecida, pois não encontrará mais o alimento que a compõe... "
Cabe a nós, portanto, saber o que queremos; e se nem sempre podemos, num primeiro: momento, agradecer à doença pelo caminho que nos obriga a percorrer, evitemos ao menos alimentá-la.
Atitude Exterior
"Boa vontade não basta... "
Considero difícil estabelecer uma separação entre atitude interior e atitude exterior. As duas estão estritamente ligadas e se sustentam, mas é necessário abordar o lado mais técnico, ao menos para quem está começando. A técnica não é, na verdade, senão um suporte para alguma coisa que está além de nós e que aos poucos há de instalar-se em nós. Entretanto, vi muito freqüentemente pessoas animadas de enorme boa vontade fazerem qualquer coisa a pretexto de ouvir o coração. Somos feitos de diversos elementos e não devemos negligenciar um deles em proveito de outro. O estado psicológico está a nosso serviço, nossa vontade também está e nós devemos utilizá-los como tais.
"De boas intenções o inferno está cheio" - é um ditado popular de muito bom senso. Aqui também reforço o meu alerta: para tornar-se um bom terapeuta, boa vontade não basta! Mesmo que todo o Amor do mundo esteja latente em você, é preciso ainda fazê-lo florescer e aceitar humildemente a aprendizagem necessária e os conhecimentos dos mundos sutis que impossibilitam virmos a transgredir certas leis sem sofrer ou provocar conseqüências.
Atualmente, os habitantes da Terra, em sua grande maioria, funcionam no nível do terceiro chakra. Isso significa que muitas vezes o nosso modo de amor é humano demais e perpassado de emotividade. Esse amor, por mais válido que seja, não nos vai proporcionar o necessário distanciamento, a ponto de nos isentar de aprender. Da mesma forma que um excelente pianista pode improvisar com sucesso, se quiser, porque antes estudou suas escalas, assim também cada terapeuta poderá ir além das técnicas para proclamar o que sente profundamente, desde que tenha algo a ultrapassar, isto é, desde que tenha, ele também, "estudado suas escalas".
É sempre muito curioso ouvir pessoas que pensam que podem fazer qualquer coisa a pretexto de alcançar planos mais sutis do que aqueles nos quais costumamos "trabalhar". Buscar o "sutil" não significa caminhar ao acaso, ou agir conforme o humor ou a disposição do momento. Temos em nós todas as capacidades e podemos despertá-las, mas o "abandonar-se" é algo que se aprende, a "neutralidade" também, assim como a "compaixão".
Certamente não aprendemos a desenvolver isso tudo da mesma forma que aprendemos matemática ou história. As lições são sempre muito práticas e a vida se encarrega de colocá-las no nosso caminho até que tenhamos compreendido o que tínhamos para aprender... Mas trata-se sempre de um aprendizado e não podemos deixar de considerá-lo; da mesma forma que, para aprender a ler e a escrever, precisaremos de um pouco de tempo e de perseverança, mesmo fazendo dessa atividade algo agradável, o que é o ideal.
Depois desse alerta, passo a lhe propor alguns "pontos de referência" no tocante à posição a assumir por ocasião dos tratamentos.
1. Particularmente, prefiro, hoje em dia, realizar o tratamento usando um colchonete colocado diretamente sobre o chão; mas algumas pessoas, terapeutas ou pacientes, podem ter dificuldade para se movimentar nessa posição. Nesse caso, uma mesa de tratamento dará conta plenamente da tarefa.
2. O paciente deverá estar em trajes íntimos, ou pelo menos vestindo roupas de algodão para evitar interferências, e não deve cruzar pernas ou braços a fim de não cortar os circuitos de energia. Deve também, pelas mesmas razões, tirar relógio e jóias. Não há nisso nada de excepcional ou esotérico; é fácil compreender que o cruzamento das pernas pode dificultar a circulação do sangue, acontecendo o mesmo com relação às energias nos planos mais sutis.
3. Quem administra o tratamento deve estar de pé junto do paciente, se este estiver deitado em um leito ' ou mesa de tratamento, e sentado na posição de lótus ou de joelhos, se o paciente estiver deitado sobre um colchonete apoiado diretamente no chão. A coluna vertebral do terapeuta deverá estar o mais reta possível para que as energias com que trabalha circulem mais facilmente.
4. Depois de ter-se deixado envolver pela calma e pela neutralidade, o terapeuta, pode e deve dirigir-se ao paciente para que este se sinta confiante e invadido por uma benfazeja serenidade. A beleza e a simplicidade do lugar poderão sem dúvida contribuir para que se instale esse oportuno bem-estar. A partir desse instante preciso, tem início a verdadeira preparação para os tratamentos, de que falarei detalhadamente a seguir.
Artigo retirado do Livros dos Essênios
extraído do site: www.humaniversidade.com.br/
domingo, fevereiro 10, 2008
Origens das Doenças

"Segundo a Medicina Chinesa Tradicional, os fatores que originam as doenças podem ser: Constituição, Fatores Patogênicos Internos ou Emocionais, Fatores Externos ou Climáticos, os decorrentes do Estilo de Vida.
Num contexto filosófico mais amplo, podemos abordar a ORIGEM DAS DOENÇAS segundo o conceito do Eu Superior.
O Eu Superior
A Força Vital Universal e o Espírito manifestam-se em cada ser humano na forma do Eu Superior ( ou Eu Interior).
Ao entrar em contato com as energias Eu Superior, o ser humano torna-se Unificado com a sua própria Força Vital e interligado com a Força Vital de todas as outras pessoas, seres e coisas. Quando existe uma comunhão com o Eu Superior, o homem sente a fonte interna de profunda paz, força, amor, e sabedoria.
Quando o ser humano vive em sintonia com os impulsos do Eu Superior, a força se revela na singularidade da personalidade individual em harmonia com a evolução da humanidade e de tudo ao seu redor.
Eu Inferior
Quando nascemos, o ego ou Eu Inferior vai sendo construido, na forma de um conglomerado de medos e desejos centralizados em padrões negativos de pensamento, emoções e comportamentos. O ego vê o mundo e os outros como ameaças para a sua sobrevivência e também como meio para satisfazer seus anseios e desejos.
Oposição de Impulsos
A personalidade se desenvolve ao longo de constantes atuações reciprocas entre os dois Eus Inferior e Superior. Eles representam impulsos que além de opostos, são também complementares sobre a mente consciente. O Eu Superior é uma experiência de unidade e abertura para outras pessoas, para o mundo e para a Vida. Isso pode ser bastante ameaçador ao Eu Inferior para o qual uma abertura representa
vulnerabilidade. O Eu Inferior representa uma experiência de separação das outras pessoas e do mundo. Ele representa a dualidade "eu e eles".
Dor da Separação e Compensações
Quando acontece de perdermos o contato com o nosso Eu Superior, existe a dor e um profundo descontentamento interno misturado com saudade. Em vez de paz, amor, sabedoria, há inquietude, desconforto, sentimento de impotência, medo, fraqueza, ódio e confusão.
As pessoas tentam compensar de várias maneiras a dor da separação e algumas delas podem ser: comida, posse, dinheiro, sexo, poder, fama, tarbalho excessivo, conhecimento, asceticismo, religião, fantasia, drogas, doença, insanidade, crime, crueldade.
Essas compensações podem se tornar vícios, dependendo apenas do grau em que são praticadas; porém compensações e vícios não conseguem aplacar a insatisfação interna, por mais que se adquira o objeto do vício.
Só o restabelecimento do contato com as energias provenientes do Espírito é capaz de aplacar a ânsia interna.
A maioria das doenças da sociedade moderna resulta da falta de contato com as energias do Espírito. Em vez de amor, há medo e ódio por sí mesmo, pelos outros e pelo mundo. A doença da sociedade moderna deriva da infelicidade profunda dos indivíduos, do isolamento, da alienação do Eu Inferior.
Além da Doença
Muitas vezes a doença pode ser um aviso de que por trás dos sintomas, existe um problema precisando de solução.
É comum a doença ser eliminada quando a pessoa identifica o problema e faz as mudanças necessárias nos padrões de pensamento e de comportamento, realinhando a personalidade com as energias positivas do Eu Superior e permitindo que os padrões negativos provenientes do ego desapareçam gradualmente.
Existe um tempo a ser despendido no tratamento e para que ocorra o aprendizado progressivo no processo do adoecimento e da cura. Existe um tempo para tratar sintomas e também um tempo para se lidar com as origens da doença.
A importância e o respeito deste tempo em processo compromete o sucesso do tratamento."
bibliografia
Jeremy Ross, Combinações de Pontos de Acupuntura: a Chave para o êxito Clinico.ed. Roca 1995, pgs 13 a 15.
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